segunda-feira, 18 de abril de 2011

As coisas mais perigosas para a saúde dos cães

Todos os anos, muitos cães morrem devido a ingestão de coisas, como comida com substâncias tóxicas para eles, gases, etc. O que é perfeitamente normal para nós pode ser tóxico para eles. Aqui vão dez coisas que os cães não devem ingerir.

Chocolate – “O que não mata, engorda”. Infelizmente este provérbio não funciona no caso dos cães. Existe uma substância no chocolate chamada teobromina que é tóxica para os cães. Não mata no momento, mas irá proporcionar alguns efeitos no seu animal como diarreia, vomitos, vontade de urinar constantemente, etc. Se o seu animal comer chocolate várias vezes, ou se comer muito, então ele pode ficar com tonturas, e aumento do batimento cardiaco (o que pode originar um enfarte ou ataque de coração). Se desconfiar que o seu cão comeu chocolate, vá ver o seu veterinário imediatamente, para que este possa limpar o estômago do seu cão.

As coisas mais perigosas para a saúde dos cãesPilhas – A ingestão de pilhas é fatal para o seu cão. Tenha ainda mais cuidado com pilhas de relógio, já que são mais faceis de ingolir. Se o seu animal ingerir uma, pode ser fatal dentro de doze horas... tudo depende da resistência dele. Os sintômas são: babar-se constantemente (se não for normal), falta de apetite ou / e vómitos, entre outros. Se for o caso do seu cão, então vá ter com o seu veterinário sem tempo a perder.

Naftalina – Mata traças como também mata animais, se ingerido. O insecticida contido na naftalina também é fatal para os cães. Os sintômas consistem em tonturas e vómitos. Se o seu animal ingerir uma bola de naftalina, não o faça vomitar que ainda é pior. Em vez disso, leve-o ao veterinário imediatamente.  

Elixir Oral – Faz bem a nós, mas não a eles. Os elixirs orais contêem ácido bórico, que é tóxico para os cães. Se o seu animal ingerir elixir oral, ou qualquer outro produto que contenha ácido bórico, o animal poderá babar-se contantemente, vomitar, ter tonturas e / ou até mesmo entrar em coma. Se desconfiar que o seu animal ingeriu tal quimico, então vá com urgência ao veterinário.

Sementes e caroços de fruta – A maior parte das sementes e caroços de fruta são tóxicos para os cães. Os sintômas para tal intoxicação incluem vómitos e estar constantemente a babar-se. Se o seu cão ingeriu uma semente que seja, vá depressa ao seu veterinário, para que este possa examiná-lo.

Plantas caseiras – Existem várias plantas que são tóxicas para o seu cão se ingeridas. Consulte o seu veterinário para saber que plantas não deve ter em casa. Os sintômas incluem vómitos e aumento de sensibilidade do sistema nervoso. Muitas plantas são fatais, enquanto outras poderão apenas deixar o seu companheiro muito mal. Se o seu cão ingerir alguma planta, então vá imediatamente ao seu veterinário se acha que ele ingeriu alguma planta que lhe esteja a fazer mal.

Anticongelante – Existem imensos animais que morrem todos os anos devido a anticongelantes. Os anticongelantes contêm uma substância chamada etileno glicol, que é extremamente tóxica para os cães. Os sintômas incluem vómitos, tonturas e o animal não aguentar-se em pé. Mantenha o anticongelante fora do alcance dos seus cães. Se o seu animal ingerir anticongelante, então leve-o rápidamente ao seu veterinário.

Detergentes – Os detergentes são mais tóxicos para os animais do que para nós. Os sintômas incluem vómitos, babar-se constantemente, queimaduras na boca (no caso de bastantes detergentes erosivos à pele) e fraqueza muscular. Por vezes até pode induzir a coma. Não o faça vomitar que é pior. Em vez disso, vá imediatamente ao seu veterinário, se desconfiar que o seu animal ingeriu qualquer tipo de detergente.

Descorante – É obvio que os descorantes são tóxicos para qualquer animal. Se o seu animal ingeriu descorante, os sintômas normalmente são: vómitos, babar-se constantemente e dores musculares. Não o faça vomitar que é pior. Veja imediatamente o seu veterinário no caso do seu animal ingerir algum descorante.

Alimentação dos Cães

  • A alimentação do seu animal é muito importante, para que ele tenha uma vida saudável. Lembre-se de mudar a marca de comida em cada quatro meses (no máximo), para prevenir defeciências causadas por estar sempre a dar a mesma marca (devido à alimentação dos mesmos ingredientes).
  • Quando mudar de marca, ponha apenas muito pouco na tigela, e ponha bastante da marca antiga. Todos os dias vá pondo mais da marca nova e menos da marca antiga, até que a marca nova seja a única na alimentação do seu cão. Quando trocar de marca, note se existe alguma diferença com o seu animal (mau estar, comichão, diarreia, etc). Se isto acontecer, mude de marca outra vez, retirando por completo a marca anterior, e faça a mesma dieta, como se aquela marca nunca tivesse existido. Se este problema continuar, consulte o seu veterinário.
  • Se o seu cão estiver numa dieta rigorosa prescrita pelo veterinário, lembre-se de ir a uma consulta em cada seis meses (no máximo), para que este possa ver se está tudo bem, se precisa de alterar alguma coisa, etc.
  • É recomendado dar de comer ao seu cão duas vezes por dia, em vez de encher a taça para durar o dia todo. Se o seu veterinário mandar, até vai ter que encher a taça mais que duas vezes, devido a algum problema de saúde.
  • Mesmo que o seu animal não tenha problemas relacionados com a alimentação, pergunte sempre ao seu veterinário o que é melhor para dar de comer, quando for fazer um check-up.
  • Você também pode dar comida de lata ao seu cão, o que também tem as suas vantagens (limpa melhor os dentes, bom para mastigar, etc). Se o seu animal tiver algum problema de dentes ou mesmo de estômago, dê-lhe comida de lata.
  • Pôr outros alimentos na tijela do seu animal junto com a comida de cão é também uma boa ideia. Você pode por alguns vegetais cozidos, pedaços de carne, tofu, grão cozido, etc (é recomendado sempre cozer estes alimentos adicionais, para ser melhor digerido). Pergunte ao seu veterinário que tipo de extras pode pôr na alimentação do seu companheiro, e lembre-se para não lhe alimentar em excesso. Também existem livros e websites que ensinam a preparar / escolher melhor a alimentação. Tente que pelo menos uma refeição por semana seja feita por si (ou alguem que saiba cozinhar).

Fonte: www.portaldoscaes.com/c-alimentasao-caes.html

A EDUCAÇÃO DO SEU FILHOTE EM 8 LIÇÕES - DICAS DA ROYAL CANIN

1 - Ensinar-lhe seu nome

É inútil gritar, seu ouvido é muito apurado: pronuncie lenta e claramente seu nome para chamar sua atenção e associe-o a cada ordem:

A primeira coisa que um filhote deve aprender é seu nome: quanto mais curto, ele o memorizará melhor.
  • Desde o primeiro dia, chame seu filhote pelo nome.
  • Preceda o chamado de seu nome por um momento agradável para incita-lo a executar as ordens.
  • Quando ele vier, afague-o e recompense-o com uma carícia.
  • Se ele demorar em vir, não o repreenda: ele demorará ainda mais para vir da próxima vez!

2 - "Não"

Preste atenção na coerência de suas ordens: o que você proíbe um dia não deve ser tolerado no outro dia pelas outras pessoas de seu convívio.

Desde sua chegada, é essencial incutir no filhote o sentido da palavra “não”.
  • O ‘não’ será associado a todas as proibições.
  • Ele deve ser categórico e pronunciado com uma voz firme e sem equívoco enquanto você vê o filhote cometer uma ação proibida.
  • No final dessa aprendizagem, não hesite em dar um tapinha nas costas do filhote no momento em que diz “não”. Ele compreenderá rapidamente o significado do ‘não’ e adaptará seu comportamento à simples entonação de sua voz.

3 - A limpeza

Se o seu filhote fez as necessidades em local indevido na sua ausência, não o repreenda! A repreensão só será eficaz se você pegar o filhote no ato.
Um filhote que chega em uma casa geralmente não é treinado.
  • Saia frequentemente com seu filhote, se possível a cada duas horas durante o dia (saídas menos frequentes diminuirão seu aprendizado).
  • Saia após cada refeição, cada despertar e após as brincadeiras.
  • Felicite-o com a voz ou com carícias cada vez que ele conseguir.
  • Se dentro da casa seu cão roda em círculos, espere que ele comece a fazer sua necessidades e o repreenda dizendo “NÃO” com um tom firme e depois faça com que ele saia. Quando tiver terminado suas necessidades, fora de casa, acaricie-o e felicite-o.
  • Enfim, não se esqueça que na cidade a limpeza é imperativa!

4 - Sentado... deitado... não se mexa


É importante respeitar a cronologia indicada para a aprendizagem dessas três ordens de base e certificar-se que uma ordem está bem adquirida antes de passar à seguinte.
Esses exercícios devem primeiramente ser praticados com o filhote na guia, desde que ele tenha aceitado o uso da mesma.
1 Sentado :
Dando a ordem “sentado”, exerça uma pressão no nível dos rins do filhote, segurando sua cabeça para cima com a outra mão. Assim que ele se sentar, felicite-o, mencionando seu nome e acaricie-o.
2 Deitado :
Comece fazendo com que o filhote se sente, depois se agache ao lado dele. Mantenha suas patas para frente e puxe-as delicadamente para frente. Ao mesmo tempo, dê-lhe a ordem “deitado”. Quando ele se deitar, felicite seu filhote acariciando-o.
3 Não se mexa :
Faça o seu filhote sentar, completando a ordem “sentado” por “não se mexa”. Afaste-se alguns centímetros e se ele se levantar ou segui-lo, diga-lhe “Não” e coloque-o novamente no local inicial repetindo “sentado – não se mexa”.Na medida em que ele progredir nessa aprendizagem, afaste-se cada vez mais do filhote, que estará livre ou preso a uma guia.

5 - A caminhada com guia

Nunca bata em seu filhote com a guia: ela deve ser sinônimo de passeio, alegria e não de punição.
Assim como a limpeza, o filhote aprende a caminhada com guia bem cedo.
  • Habitue seu filhote ao uso da coleira, depois inicie a caminhada com guia em casa, várias vezes por dia e sempre em sessões curtas.
  • Agora seu filhote deve aprender a caminhada com a guia na rua. Primeiramente, faça com que ele se sente à sua esquerda (por razões de comodidade pessoal, você pode decidir que será à direita, mas mantenha-se sempre ao mesmo lado), depois dê ordem para avançar e começar a andar.
  • Segure a guia levemente e avance em seu passo: o filhote caminha perto de você, sua cabeça está na altura de seus joelhos e a guia fica maleável.
  • Quando você parar, faça com que ele se sente e recompense-o com uma carícia.
  • Se o filhote puxar, diga “não” dando um puxão seco na guia.

6 - O chamado

Se seu filhote não obedece à ordem “aqui”, saia no sentido oposto ou esconda-se: ele ficará inquieto por permanecer sozinho e voltará rapidamente!
Mais que uma ordem, o chamado é um convite para voltar perto de você e receber carícias ou recompensas: o chamado deve ser ligado a um gesto positivo, mas exige muito rigor de sua parte.
  • Comece associando o chamado à distribuição do alimento: um membro de sua família mantém o filhote à distância enquanto você prepara sua refeição. Chame, então, o cão pelo seu nome e diga “aqui”.
  • Pouco a pouco, com carícias, felicitações e estímulos positivos, o filhote assimilará que com a ordem “aqui” ele deve imediatamente vir em sua direção.
  • Ponha isso em prática primeiramente dentro de casa antes de levá-lo para fora, preso por uma guia.

7 - Ficar sozinho

Tanto quanto possível, não habitue seu filhote à solidão antes dos 4-5 meses de idade: isso arriscaria gerar crises reais de ansiedade em seu jovem companheiro.
A solidão é uma realidade que seu filhote conhecerá ocasionalmente ou regularmente. Tanto para um caso como para o outro, ele deve estar preparado.
  • Aproveite os momentos de cansaço do filhote para habitua-lo a ficar sozinho.
  • Nos primeiros momentos, ausente-se brevemente, alguns minutos. Se o filhote chorar, volte em sua direção, repreenda-o e saia novamente. Quando voltar, felicite-o se ele permaneceu calmo.
  • Progressivamente, você poderá estender a duração de suas ausências de tal maneira que elas se tornem uma prática natural que não precisa nem de ritual de adeus nem de encontros exuberantes.

8 - A refeição

A distribuição de guloseimas ou de restos de alimentos caseiros rompe o equilíbrio nutricional proporcionado pelo alimento completo que você dá ao seu filhote. Além disso, se ela passar a ser excessiva ou regular, pode fazer mal à saúde, favorecer o aumento de peso e estimular o filhote a pedir petiscos enquanto você faz suas refeições.
As refeições também fazem parte de um código de boa conduta cujo respeito afastará os comportamentos indesejáveis.
  • Adote o ritmo certo: até os 6 meses de idade, dê-lhe 3 refeições por dia, depois passe a 2 até o fim do crescimento.
  • Ofereça suas refeições em horários fixos, no mesmo comedouro, no mesmo lugar, se possível, afastado de seu local de dormir. Não se esqueça de manter um bebedouro limpo e cheio de água fresca.
  • Faça com que ele coma após você: ele compreenderá quem é o “chefe”, pois é assim que isso se passa em uma matilha.

Recomendações gerais

A capacidade de aprendizagem varia de acordo com os filhotes, mas todos têm em comum o tempo de sono, que é muito importante, e uma certa fragilidade: respeite sempre seu ritmo e sua idade. 
1 Brincar
O filhote adora brincar. É preciso aproveitar essa chance para educar sem pressão, através de curtos exercícios que ele realizará com prazer.

2 Etapa por etapa
A educação é conduzida etapa por etapa. Quando é muito jovem, o filhote dispõe de uma baixa capacidade de concentração: além de 3 sessões diárias de 5 minutos você arriscaria cansa-lo.
Progressivamente, você poderá estender o tempo de trabalho para chegar em torno de 30 minutos por dia quando ele tiver cerca de 6 meses. No entanto, para favorecer a socialização, é recomendável multiplicar as descobertas do filhote com trajetos de carro, contatos com crianças, adultos e também com outros animais, etc....
3 Prazer e rigor
O prazer e o rigor condicionam a conquista da educação. Além das brincadeiras que permitirão educar o cão com alegria, a aprendizagem do filhote deve acontecer em um clima de confiança e paciência com uma certa firmeza. O cão que possui um senso sutil de igualdade desenvolverá melhor a vontade de ganhar sua afeição e de lhe dar prazer.
4 Recompensa
A recompensa faz a motivação crescer e facilita a educação. Para ser eficaz, ela deve ser significativa para o cão, isto é, o dono deve felicitá-lo com carícias, entonações de voz calorosas. A utilização de guloseimas deve permanecer excepcional, a fim de preservar seu peso ideal.
Em compensação, qualquer besteira ou comportamento indesejável devem ser reprimido, mas lembre-se que isso só será eficaz se você pegar o filhote no ato. Para a maioria dos filhotes, uma repreensão emitida em voz alta e grave é suficiente.
5 Linguagem
A linguagem que você utiliza deve ser adaptada ao animal. As ordens que você lhe dará devem ser simples, curtas e sempre repetidas. Não se esqueça que o cão compreende mais a entonação dada que seu sentido: o tom que você utilizar vai variar, portanto, de acordo com o que você ordena, felicita ou repreende o filhote. O gesto é também um meio eficaz para fazer com que seu cão o compreenda.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Termos Anatomicos Gerais

Abreviaturas

Nomes que se repetem e explicam o tipo de estrutura em referência, podem ser abreviados, conforme a seguinte tabela:


Termos
Singular
Plural
Artéria
A.
Aa.
Músculo
M.
Mm.
Nervo
N.
Nn.
Veia
V.
Vv.
Ramo
R.
Rr.
Glândula
Gl.
Gll.
Ligamento
Lig.
Ligg.
Gânglio
Ggl.
Ggll.


  Divisão do corpo dos animais:

Dividido em cinco regiões fundamentais:
1.      Cabeça;
2.    Pescoço;
3.    Tronco – três regiões: torácica, abdominal, pelvina;
4.    Membros – em número de quatro: um par torácico e um par pelvino;
5.    Cauda.

  Posição anatômica

Para toda a descrição, usamos considerar o animal em estação, em pé, com os quatro membros apoiados ao solo, pescoço formando um ângulo de 145º com o dorso do animal, cabeça e olhar dirigidos para a frente.
 

  Planos de Delimitação

A- dois planos horizontais: um tangente ao dorso (plano dorsal); um tangente ao ventre (plano ventral)
B- quatro planos verticais:
um tangente ao lado esquerdo – plano lateral esquerdo
um tangente ao lado direito – plano lateral direito
um tangente à cabeça – plano cranial
um tangente à cauda – plano caudal

  Eixos

São três grandes eixos formados por linhas imaginárias.
Eixo craniocaudal – estende-se do ponto de interseção das diagonais do plano cranial ao ponto correspondente do plano caudal;
Eixo dorsoventral – estende-se do ponto de interseção das diagonais do plano dorsal ao ponto correspondente do plano ventral;
Eixo laterolateral – estende-se do ponto de interseção das diagonais dos planos laterais entre si.

  Planos de construção (ou de secção)

Deslizando-se o eixo craniocaudal sobre o eixo dorsoventral, obtém-se o plano sagital mediano. As duas metades resultantes são denominadas antímeros.
Deslizando-se o eixo laterolateral sobre o eixo dorsoventral, obtém-se o plano transversal. As duas metades resultantes são denominadas metâmeros.
Deslizando-se o eixo laterolateral sobre o eixo craniocaudal, obtém-se o plano frontal. As duas metades resultantes são denominadas paquímeros.

  Termos indicativos de posição e direção

a) Cranial e Caudal: estruturas próximas ou voltadas para o plano cranial ou caudal;
b) Dorsal, Ventral e Médio: estruturas proximas ou voltadas para o plano dorsal ou ventral, médio é usado para designar estruturas entre estas duas;
c) Lateral, Medial, Intermédio e Mediano: posição da estrutura em relação ao plano mediano. Próximo ao plano lateral ou mediano designamos lateral e medial, exatamente sobre o plano mediano denominamos mediano, entre um lateral e um medial, denominamos de intermédio;
d) Externo e Interno: significam respectivamente mais próximo ou mais distante do centro de um órgão ou de uma cavidade;
e) Superficial e Profundo: indicam mais próximo ou mais afastado da superfície do corpo respectivamente;
f) Proximal e Distal: para membros e órgãos apendiculares. Indicam mais próximo e mais distante da raiz ou inserção;
g) Palmar e Plantar: referem-se à face caudal do carpo, metacarpo, tarso, metatarso e dedos;
h) Axial e Abaxial: são utilizados para as espécies cujo eixo funcional do membro passe entre o III e o IV dedos, como nos suínos e ruminantes. A face do dedo voltada para o eixo é chamada axial e aquela voltada para a face oposta é chamada abaxial;
i) Rostral, Superior e Inferior= rostral substitui o termo cranial para as estruturas localizadas na cabeça. Superior e inferior são termos pouco utilizados em animais, servindo para designar somente os lábios e pálpebras superior e inferior.

Anatomia

Anatomia (do grego antigo ἀνατομή [anatome], "seccionar"), é o ramo da biologia no qual se estudam a estrutura e organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.
Alguns autores usaram este termo incluindo na anatomia igualmente o estudo das funções vitais (respiração, digestão, circulação sanguínea, mecanismos de defesa, etc) para que o organismo viva em equilíbrio (homeostase) com o meio ambiente. Segundo esta definição, mais lata, a anatomia é de certa forma o equivalente à morfofisiologia (do grego morphe, forma + logos, razão, estudo).
A anatomia humana (ver abaixo), a anatomia vegetal e a anatomia comparada são especializações da anatomia. Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais (ou plantas) com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos da sua evolução.







 História da Anatomia

Em termos mais restritos e clássicos, a anatomia confunde-se com a morfologia (biologia) interna, isto é, com o estudo da organização interna dos seres vivos, o que implicava uma vertente predominantemente prática que se concretizava através de métodos precisos de corte e dissecação de seres vivos (cadáveres, pelo menos no ser humano), com o intuito de revelar a sua organização estrutural.
O mais antigo relato conhecido de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto (? – 287 a. C.), discípulo de Aristóteles. Ele a chamou de anatomia (em grego, “anna temnein”), o termo que se generalizou, englobando todo o campo da biologia que estuda a forma e a estrutura dos seres vivos, existentes ou extintos. O nome mais indicado seria morfologia (que hoje indica o conjunto das leis da anatomia), pois “anna temnein” tem, literalmente, um sentido muito restrito: significa apenas “dissecar”.
Conforme seu campo de aplicação, a anatomia se divide em vegetal e animal (esta, incluindo o homem).

A anatomia animal, por sua vez, divide-se em dois ramos fundamentais: descritiva e topográfica.
  • A primeira ocupa-se da descrição dos diversos aparelhos (ósseo, muscular, nervoso, etc...) e subdivide-se em macroscópica (estudo dos órgãos quanto a sua forma, seus caracteres morfológicos, seu relacionamento e sua constituição) e microscópica (estudo da estrutura íntima dos órgãos pela pesquisa microscópica dos tecidos e das células).
  • A anatomia topográfica dedica-se ao estudo em conjunto de todos os sistemas contidos em cada região do corpo e das relações entre eles.
A anatomia humana se define como normal quando estuda o corpo humano em condições de saúde, e como patológica ao interessar-se pelo organismo afetado por anomalias ou processos mórbidos.



O desejo natural de conhecimento e as necessidades vitais levaram o homem, desde a pré-história, a interessar-se pela anatomia. A dissecação de animais (para sacrifícios) antecedeu a de seres humanos. Todos os seres vivos possuem estruturas diferenciadas. Dentro do corpo humano, por exemplo, há milhões de células vivas e que por sua vez são formadas por outras formas e sistemas. Seria impossível descrevermos todos os tipos de seres vivos e cada estrutura que ele apresenta, já que existem seres que não apresentam alguma estruturas. Dessa forma existem seres mais desenvolvidos e menos desenvolvidos estruturalmente, apresentando diferenças e semelhanças entre eles.
Alcméon, na Grécia, lutando contra o tabu que envolvia o estudo do corpo humano, realizou pesquisas anatômicas já no século VI a.C. (por isso muitos o consideram o “pai” da anatomia). Entre 600 e 350 a.C. , Empédocles, Anaxágoras, Esculápio e Aristóteles também se dedicaram a dissecações. Foi, porém, no século IV a.C, com a escola Alexandrina, que a anatomia prática começou a progredir. Na época, destacou-se Herófilo, que, observando cadáveres humanos, classificou os nervos como sensitivos e motores, reconhecendo no cérebro a sede da inteligência e o centro do sistema nervoso. Escreveu três livros “Sobre a Anatomia”, que desapareceram. Seu contemporâneo Erasístrato descobriu que as veias e artérias convergem tanto para o coração quanto para o fígado.
Galeno, nascido a 131 na Ásia Menor, onde provavelmente morreu em 201, aperfeiçoou seus estudos anatômicos em Alexandria. Durante toda a Idade Média, foi atribuída enorme autoridade as suas teorias, que incluíam errôneas transposições ao homem de observações feitas em animais. Esse fato, mais os preconceitos morais e religiosos que consideravam sacrílega a dissecação de cadáveres, retardaram o aparecimento de uma anatomia científica. Os grandes progressos da medicina árabe não incluíram a anatomia prática, também por questões religiosas. As numerosas informações do “Cânon de Medicina”, de Avicena, por exemplo, referem-se apenas à anatomia de animais.

No século IX, o estudo do corpo humano voltou a interessar os sábios, graças à escola de médica de Salerno, na Itália, e à obra de Constantino, o Africano, que traduziu do árabe para o latim numerosos textos médicos gregos. Logo depois, Guglielmo de Saliceto, Rolando de Parma e outros médicos medievais enfatizaram a afirmação de Galeno segundo a qual o conhecimento anatômico era importante para o exercício da cirurgia: “Pela ignorância da anatomia, pode-se ser tímido demais em operações seguras ou temerário e audaz em operações difíceis e incertas”.

O edito de Frederico II, obrigando a escola de Nápoles a introduzir em seu currículo o treinamento prático de anatomia (1240), foi decisivo para o desenvolvimento dessa ciência. Cerca de meio século mais tarde, Mondino de Liuzzi executava em Bolonha as primeiras dissecações didáticas de cadáveres, publicando em 1316 um manual sobre autópsia.
O clima geral do Renascimento favoreceu o progresso dos estudos anatômicos. A descoberta de textos gregos sobre o assunto, e a influência dos pensadores humanistas, levou a Igreja a ser mais condescendente com a dissecção de cadáveres. Artistas como Michelangelo(responsável pela construção da Capela Sistina, inspirado na anatomia do coração e seus vasos da base), Leonardo da Vinci e Rafael mostraram grande interesse sobre a estrutura do corpo humano. Leonardo dissecou, talvez, meia dúzia de cadáveres. O maior anatomista da época foi o médico flamengo André Vesalius, cujo nome real era Andreas Vesaliusum dos maiores contestadores da obscurantista tradição de Galeno. Dissecou cadáveres durante anos, em Pádua, e descreveu detalhadamente suas descobertas. Seu “De Humani Corporis Fabrica”, publicado em Basileia em 1543, foi o primeiro texto anatômico baseado na observação direta do corpo humano e não no livro de Galeno. Este método de pesquisa lhe dava muita autoridade e, não obstante as duras polêmicas que precisou enfrentar, seus ensinamentos suscitaram a atenção de médicos, artistas e estudiosos. Entretanto, provavelmente as técnicas de dissecação e preservação das pecas anatômicas da época não permitiam um processo mais detalhado, incorrendo Vesalius em alguns erros, talvez pela necessidade de dissecções mais rápidas. Entre seus discípulos, continuadores de sua obra, estão Gabriele Fallopio, célebre por seus estudos sobre órgãos genitais, tímpanos e músculos dos olhos, e Fabrizio d’Acquapendente, que fez construir o Teatro Anatômico, em Pádua (onde lecionou por cinquenta anos). A D’Acquapendente se deve, ainda, a exata descrição das válvulas das veias.
A partir de então, o desenvolvimento da anatomia acelerou-se. Berengario da Carpi estudou o apêndice e o timo, e Bartolomeu Eustáquio os canais auditivos. A nova anatomia do Renascimento exigiu a revisão da ciência. O inglês William Harvey, educado em Pádua, combinou a tradição anatômica italiana com a ciência experimental que nascia na Inglaterra. Seu livro a respeito, publicado em 1628, trata de anatomia e fisiologia. Ao lado de problemas de dissecação e descrição de órgãos isolados, estuda a mecânica da circulação do sangue, comparando o corpo humano a uma máquina hidráulica. O aperfeiçoamento do microscópio (por Leeuwenhoek) ajudou Marcello Malpighi a provar a teoria de Harvey, sobre a circulação do sangue, e também a descobrir a estrutura mais íntima de muitos órgãos. Introduzia-se, assim, o estudo microscópico da anatomia. Gabriele Aselli punha em evidência os vasos linfáticos; Bernardino Genga falava, então, em “anatomia cirúrgica”.

Nos séculos XVIII e XIX, o estudo cada vez pormenorizado das técnicas operatórias levou à subdivisão da anatomia, dando-se muita importância à anatomia topográfica. O estudo anatômico-clínico do cadáver, como meio mais seguro de estudar as alterações provocadas pela doença, foi introduzido por Giovan Battista Morgani. Surgia a anatomia patológica, que permitiu grandes descobertas no campo da patologia celular, por Rudolf Virchow, e dos agentes responsáveis por doenças infecciosas, por Pasteur e Koch.
Recentemente, a anatomia tornou-se submicroscópica. A fisiologia, a bioquímica, a microscopia eletrônica e positrônica, as técnicas de difração com raios X, aplicadas ao estudo das células, estão descrevendo suas estruturas íntimas em nível molecular.

Hoje em dia há a possibilidade de estudar anatomia mesmo em pessoas vivas, através de técnicas de imagem como a radiografia, a endoscopia, a angiografia, a tomografia axial computadorizada, a tomografia por emissão de positrões, a imagem de ressonância magnética nuclear, a ecografia, a termografia e outras.


 Anatomia Humana


Partindo de um ponto de vista utilitarista, a divisão mais importante da anatomia é a anatomia humana, que pode ser abordada sob diferentes pontos de vista. Do ponto vista médico, a anatomia humana consiste no conhecimento da forma exata, posição exata, tamanho e relação entre as várias estruturas do corpo humano, enquanto características relacionadas à saúde. Esse tipo de estudo é chamado anatomia descritiva ou topográfica; às vezes é chamada também de antropometria.
Um conhecimento preciso de todos os detalhes do corpo humano leva anos de paciente observação para ser adquirido, e é um conhecimento possuído por poucos. O corpo humano é de tal modo intricado que só uns poucos anatomistas têm completo domínio sobre todos os seus detalhes; a maior parte dos anatomistas, ainda, tem domínio apenas sobre uma parte do corpo (cérebro, sistema respiratório, etc), ficando satisfeitos com um conhecimento médio do restante do corpo. A anatomia topográfica é aprendida através de exercícios repetidos de dissecação e inspeção de partes (cadáveres especialmente destinados à pesquisa). A anatomia descritiva não é mais ciência do que prática, e como tal, precisa ser exata e estar disponível nos momentos de urgência.
Do ponto de vista morfológico, a anatomia humana é um estudo científico que tem por objetivo descobrir as causas que levaram as estruturas do corpo humano a serem tais como são, e para tanto solicita ajuda às ciências conhecidas como embriologia, biologia evolutiva, filogenia e histologia.
Anatomia patológica é o estudo de órgãos defeituosos ou acometidos por doenças. Já os ramos da anatomia normal com aplicações específicas, ou restritas a determinados aspectos, recebem nomes como anatomia médica, anatomia cirúrgica, anatomia artística, anatomia de superfície. A comparação entre as diferentes etnias humanas é parte da ciência conhecida como antropologia .