sábado, 19 de fevereiro de 2011

Biomoléculas

Biomoléculas são compostos químicos sintetizados por seres vivos, e que participam da estrutura e do funcionamento da matéria viva.

São, na sua maioria, compostos orgânicos, cujas massas são formadas em 97% de C, H, O e N (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Azoto) (Nitrogênio). Ou seja, são as proteínas, Glicidios, lipídios, ADN etc.O elemento principal é o carbono pois é capaz de formar quatro ligações.
Em percentagem do peso seco da célula temos: Carbono 50 a 60%; Oxigênio 25 a 30%; Nitrogênio 08 a 10%; Hidrogênio 03 a 05 %

Muitas biomoléculas são assimétricas, ou seja, possuem centros quirais, átomos de carbono com quatro ligantes diferentes.

Água: principal biomolécula, responsável por 70% do peso total de uma célula.

As Macromoléculas: são biomoléculas de alto peso molecular,muito grandes e quase sempre de estrutura química e espacial muito complexas.
São sempre formadas a partir de "unidades fundamentais", moléculas menores e muito mais simples que funcionam como matéria prima para a construção das macromoléculas;

As proteínas:Constituem a maior fração da matéria viva; são as macromoléculas mais complexas; possuem inúmeras funções na célula;

Os ácidos nucléicos: São as maiores macromoléculas da célula; são os responsáveis pelo armazenamento, e transmissão da informação genética;

Os carboidratos: são os principais combustíveis celulares; possuem também função estrutural e participam dos processos de reconhecimento celular; Os lipídios: Formam nossa principal fonte de armazenamento de energia assim como desempenham importante função na estrutura das membranas biológicas; são biomoléculas hidrofóbicas.

A água: Além de ser o principal constituinte da célula, desempenha um papel fundamental na definição de suas estruturas e funções; É o fator primário de definição das complexas estruturas espaciais das macromoléculas;

Muitas vezes a estrutura ou a função de uma biomolécula depende de suas características de afinidade com a água, a saber: moléculas hidrofílicas, hidrofóbicas anfipáticas. A água é o meio ideal para a maioria das reações bioquímicas

O microscópio

O microscópio é um aparelho utilizado para visualizar estruturas minúsculas como as células.
Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado em 1590 por Hans Janssen e seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos. Tudo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek (1632 - 1723).
Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhos do sangue e os espermatozóides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como microorganismos.
Os microscópios dividem-se basicamente em duas categorias:
  • Microscópio óptico: funciona com um conjunto de lentes (ocular e objetiva) que ampliam a imagem transpassada por um feixe de luz que pode ser:
    • Microscópio de campo claro
    • Microscópio de fundo escuro
    • Microscópio de contraste de fase
    • Microscópio de interferencia
Há ainda os microscópios de varredura de ponta que trabalham com um larga variedades de efeitos físicos (mecânicos, ópticos, magnéticos, elétricos).
Um tipo especial de microscópio eletrônico de varredura é por tunelamento, capaz de oferecer aumentos de até cem milhões de vezes, possibilintando até mesmo a observação da superfície de algumas macromoléculas, como é o caso do DNA.

Importância

A citologia é dependente de equipamentos que permitem toda a visualização das células humanas, pois a maioria delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio de instrumentos ópticos de ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de 0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível enxergar os objetos sem o auxilio de instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.




Microscópio óptico

O microscópio óptico é um instrumento usado para ampliar e regular, com uma série de lentes multicoloridas e ultravioleta capazes de enxergar através da luz, estruturas pequenas e grandes impossíveis de visualizar a olho ou sem óculos.
É constituído por um componente mecânico que suporta e permite controlar um componente óptico que amplia as imagens.

 Estrutura do instrumento

Base.
Platina.
Coluna.
Tubo.
Revólver.
A porção mecânica é composta por:
  1. Pé ou base – serve de apoio dos restantes componentes do microscópio.
  2. Coluna ou Braço – fixo à base, serve de suporte a outros elementos.
  3. Mesa ou Platina – onde se fixa a preparação a observar; tem uma janela por onde passam os raios luminosos e também parafusos dentados que permitem deslocar a preparação.
  4. Tubo ou canhão – suporta a ocular na extremidade superior.
  5. Revólver ou Óptico– peça giratória portadora de objectivas de diferentes ampliações que podem ser de 20x, 40x e 100x.

 Porção óptica

Ocular.
Diafragma e Condensador
Objectivas.
Ocular.
Objectivas.
Oculares.
 
Na parte óptica temos:
  1. Condensador – conjunto de duas ou mais lentes convergentes que orientam e espalham regularmente a luz emitida pela fonte luminosa sobre o campo de visão do microscópio.
  2. Diafragma – é constituído por palhetas que podem ser aproximadas ou afastadas do centro através de uma alavanca ou parafuso, permitindo regular a intensidade da luz que incide no campo de visão do microscópio.
  3. Objectivas – permitem ampliar a imagem do objecto 10x, 40x, 50x, 90x ou 100x.
    • As objectivas de 10x, 40x e 50x são designadas objectivas secas pois entre a preparação e a objectiva existe somente ar.
    • As objectivas de imersão, uma vez que, para as utilizar, é necessário colocar uma gota de óleo de imersão entre elas e a preparação, o qual, por ter um índice de refracção semelhante ao do vidro, evita o desvio do feixe luminoso para fora da objectiva.
  4. Oculares – sistema de lentes que permitem ampliar a imagem real fornecida pela objectiva, formando uma imagem virtual que se situa a aproximadamente 25 cm dos olhos do observador. As oculares mais utilizadas são as de ampliação 10x, mas nos microscópios binoculares também existem oculares de 12,5, 8x e 6x.
  5. Fonte luminosa – a mais utilizada actualmente é a luz artificial, fornecida por uma lâmpada de tungsténio ou de halogéneo, incluída no aparelho juntamente com um interruptor com reóstato, que permite regular a intensidade da luz emitida.

Microscópio eletrônico

Um microscópio eletrônico.
 
microscópio electrónico é um microscópio com potencial de aumento muito superior ao óptico. Foi inventado em 1932 e vem sendo aperfeiçoado desde então.
A diferença básica entre o microscópio óptico e o eletrônico é que neste último não é utilizada a luz, mas sim feixes de elétrons. No microscópio eletrônico não há lentes de cristal e sim bobinas, chamadas de lentes eletromagnéticas. O objetivo do sistema de lentes do MEV, situado logo abaixo do canhão de elétrons, é o de demagnificar a fonte de elétrons (de ~10-50 μm no caso das fontes termoiônicas) para um tamanho final de 1 nm - 1 μm ao atingir a amostra. Isto representa uma demagnificação da ordem de 10 000 vezes e possibilita que a amostra seja varrida por um feixe muito fino de elétrons.
Os elétrons podem ser focados pela ação de um campo eletrostático ou de um campo magnético. As lentes presentes dentro da coluna, na grande maioria dos microscópios, são lentes eletromagnéticas. Essas lentes são as mais usadas pois apresentam menor coeficiente de aberração. Após o feixe de elétrons incidir na amostra isso acarreta a emissão de elétrons com grande espalhamento de energia, que são coletados e amplificados para fornecer um sinal elétrico que é utilizado para modular a intensidade de um feixe de eletrons num tubo de raios catódicos, assim em uma tela é formada uma imagem de pontos mais ou menos brilhantes (eletromicrografia ou micrografia eletrônica), semelhante à de um televisor em branco e preto.
Não é possível observar material vivo neste tipo de microscópio. O material a ser estudado passa por um complexo processo de desidratação, fixação e inclusão em resinas especiais, muito duras, que permitem cortes ultrafinos obtidos através das navalhas de vidro do instrumento conhecido como ultramicrótomo.
Existem três tipos de microscópio eletrônico básico:
  • De transmissão - usado para a observação de cortes ultrafinos;
  • De varredura (ou M.E.V.) - capaz de produzir imagens de alta ampliação para a observação de superfícies;
  • De tunelamento (ou M.E.V.T.) - para visualização de átomos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Biologia celular

Biologia celular ou citologia é o ramo da biologia que estuda as células no que diz respeito à sua estrutura, suas funções e sua importância na complexidade dos seres vivos. É estudada em cursos da área de saúde e biológicas.

Com a invenção do Microscópio óptico foi possível observar estruturas nunca antes vistas pelo homem, as células. Essas estruturas foram mais bem estudadas com a utilização de técnicas de citoquímica e o auxílio fundamental do microscópio eletrônico.

A biologia celular concentra-se no entendimento do funcionamento dos vários sistemas celulares, o aprendizado de como estas células são reguladas e a compreensão do funcionamento de suas estruturas.
A biologia celular é um estudo detalhado dos componentes da célula. Estes componentes são de importância vital para a vida da célula e em geral para a vida dos seres vivos (os quais são formados por células). Os componentes que dão vida à célula compreendem: a membrana citoplasmática, o núcleo, as mitocôndrias, os retículos endoplasmáticos liso e rugoso, os lisossomos, o complexo de Golgi, nucléolo, peroxissomos, centríolos, citoesqueleto e cloroplastos e parede celular, sendo este último encontrado em bactérias, fungos e vegetais.

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A célula pode ser definida como a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos. É capaz de realizar todas as funções vitais importantes para ela, sendo conciderada unidade biológica (morfológica e funcional) na estrutura dos organismos.

Teoria Celular
É a teoria de que todos os organismos vivos são compostos por células e produtos celulares.

Desenvolvimento da teoria celular
A teoria celular foi se desenvolvendo/evoluindo com o desenvolvimento do microscópio.

Robbert Hooke é que nomeou a célula, descrevendo suas investigações sobre "A textura da cortiça atrvés de lentes de aumento". (1665)

Schleiden (Botânico) e Schwann (Zoologo) formularam a teoria celular de uma forma bem mais definida. (1838)

 Algumas das definições da "Teoria Celular":
  1. Todo ser vivo seja formado por células.
  2. A vida depende da autonomia e da integridade da célula. Toda célula é portadora de material genético, o DNA e o RNA.
  3. A célula é responsável por todo o metabolismo do organismo, em conjunto com outras, forma os sistemas.
  4. Toda célula se origina de uma outra célula pré-existente. Sendo que elas fazem a reprodução assexuada.

A Teoria Celular tem três ideias principais:
  • Todos seres vivos, excepto os vírus, são formados por células e pelos seus produtos. Portanto, as células são as unidades morfológicas dos seres vivos;
  • As atividades fundamentais que caracterizam a vida ocorrem dentro da célula. Portanto, as células são as unidades funcionais ou fisiológicas dos seres vivos;
  • Novas células formam-se pela reprodução de outras células pre-existentes, por meio da divisão celular.

Diferentes tipos de células

O que é veterinária?

Para se estudar a medicina veterinária, primeiro é preciso saber o que ela é...


Medicina, derivada do grego ars medicina, significa a arte da cura.
Veterinária, derivada do mandarim ars veterinária, significa animal irracional.
Assim Medicina Veterinária é a "arte da cura de animais irracionais", assim como Medicina Humana é a "arte da cura de humanos". No entanto estes dois ramos da medicina encontram-se em constante dinamismo, tanto em termos de investigação e avanço cientifico como em termos de controlo e erradicação de doenças.
O conceito de Medicina tradicional refere-se a práticas, abordagens e conhecimentos, --- incorporando conceitos materiais e espirituais ---, técnicas manuais e exercícios, aplicados individualmente ou combinados, a indivíduos ou a colectividades, de maneira a tratar, diagnosticar e prevenir doenças, ou visando a manter o bem-estar.
A actual prática da Medicina utiliza em seu favor conhecimentos obtidos por diversas ciências, por exemplo, biologia, química, física, microbiologia, epidemiologia, anatomia, fisiologia etc. Trata-se, na verdade, de várias ligações das ciências relacionadas à saúde. Em um conceito estrito, a Medicina Veterinária busca a saúde animal e pública por meio de estudos, diagnósticos e tratamentos, e no conceito mais amplo, aliviar o sofrimento e manter o bem-estar global. De modo geral, a Medicina Veterinária engloba os campos de Clínica Médico-Veterinária, Cirurgia, Ginecologia e obstetrícia e Saúde pública.


História

A medicina veterinária é tão antiga quanto a ligação que os seres humanos realizaram com os animais. A ars veterinaria estava registada no Papiro de Kahoun, de cerca de 4000 a.C.. Os códigos Eshn Unna (1900 a.C.) e de Hamurabi (c. 1700 a.C.), na Babilônia, trazem referências ao pagamento e atribuições dos médicos dos animais.
Na Grécia Antiga, a profissão, então chamada de hipiátrica, data do século VI a.C.; já em Roma alguns tratados foram dedicados às doenças animais, como os de Catão e de Columela.

O bordão de Esculápio ou caduceu de Asclépio é o símbolo da medicina.
 
Ficheiro:Símbolo Medicina Veterinaria II.gif

Aspirto


Aspirto, considerado o "Pai da Medicina Veterinária" no Ocidente, nasceu em Clazômenas, em 300, foi autor de 121 dos 420 artigos do tratado publicado no século VI, em Bizâncio, chamado Hippiatrika. Formado em Medicina, em Alexandria, foi o Médico Veterinário chefe no exército de Constantino.

Sistematização do Estudo


Foi durante o reinado de Afonso V de Aragão, na Espanha, que o estudo básico teve início; no governo de Fernando e Isabel, foi disciplinado o cargo de albeitar - palavra derivada do nome de um grande médico de animais, de origem árabe (cujo nome era Eb-Ebb-Beithar), e que foi traduzido para o português como alveitar.
Seu estudo sistemático, porém, só veio com a fundação da primeira escola de Medicina Veterinária, pelo francês Claude Bougerlat, em 4 de agosto de 1761, à qual se seguiram o surgimento, na Europa de vários outros cursos, tais como as escolas de Viena, em 1768, Turim (1769) e Gôttingen (1771).



Primeira Sala do Museu da Escola Nacional de Medicina Veterinária de Alfort (França)
 

Modernidade


Recentemente a aplicação da medicina veterinária tem se expandido por causa da disponibilidade de técnicas avançadas de diagnóstico e de terapia para a maioria das espécies animais, bem como pelos avanços científicos em outras àreas, como a genética, a biotecnologia, a fisiologia, que proporcionam melhoramentos nos sistemas de produção animal.
Em 1946, a Organização Mundial de Saúde (OMS), reconhecendo a necessidade de se conciliar, definitivamente, os inseparáveis preceitos da saúde humana com a saúde dos animais, recomendou que se criasse a uma seção de saúde veterinária, que foi estabelecida no ano de 1949; assim define a OMS, em 1951, a Saúde Pública Veterinária:
"A Saúde Pública Veterinária compreende todos os esforços da comunidade que influenciam e são influenciados pela arte e ciência médico-veterinária, aplicados à prevenção da doença, proteção da vida e promoção do bem-estar e eficiência do ser humano" (Organização Mundial da Saúde, 1951). Em 1955, foram estabelecidas as seguintes atividades para esta área: o controle e erradicação de zoonoses; a higiene dos alimentos; os trabalhos de laboratório; os trabalhos em biologia e as actividades experimentais.


Medicina Veterinária e Saúde Pública



Importância da Saúde Pública na Sociedade
Com a compreensão pela ciência da origem e propagação de diversas doenças, tendo como vetores animais domésticos ou silvestres, bem como para assegurar a própria integridade física dos animais, a medicina veterinária passou a ser importante coadjuvante nas políticas de saúde pública dos países. A propagação de doenças epidêmicas, humanas ou animais, encontra na instalação de barreiras veterinárias que evitam sua propagação um meio eficaz de controle.
Aliado a isso, um dos campos da Medicina Veterinária que está em grande ascensão é o da Defesa Sanitária Animal, cujos objectivos são justamente prevenir a ocorrência de doenças exóticas, que podem ter graves impactos em saúde pública ou económicos nos animais, e controlar ou erradicar doenças endêmicas.
Algumas destas doenças, que podem ser citadas são, entre outras, a Brucelose, Tuberculose, Teníase, Toxoplasmose, Salmonelose, Colibacilose, Clostridioses, Leptospirose, Campilobacteriose, Listeriose, Raiva (doença), Scrapie, Encefalopatia Espongiforme Bovina ("Mal da Vaca Louca") e a Influenza Aviária ("Gripe Aviária") - todas elas potenciais zoonoses - doenças dos animais passíveis de transmissão ao ser humano -, além da febre aftosa, pestes suínas clássica e africana, anemia infecciosa equina, doença de Newcastle, doença de Aujezski, que são doenças de alto impacto econômico e poder restritivo de mercado.
Actualmente, são reconhecidas mais de cem zoonoses e inúmeras outras doenças infecto-contagiosas dos animais que trazem sérias consequências económicas. Para combate-las, o médico veterinário sanitarista exerce uma Vigilância Epidemiológica activa, actuando directamente no campo e controlando o trânsito de animais, realizando a inspecção dos produtos de origem animal - como derivados da carne, do leite, dos ovos, pescado e mel e procurando sinais de doenças que possam ser transmitidas ao homem ou que possam indicar o estado sanitário dos rebanhos.

Zootecnia e Medicina Veterinária



Melhoramento Genético Laboratorial
A medicina veterinária trabalha na formulação de dietas de animais, entre os quais o gado bovino, ovino, caprino, suíno e aves cuja importância destaca-se na produção de alimentos ao ser humano. Neste campo, o médico veterinário, que também possui formação na área de zootecnia, mergulha em setores do conhecimento como nutrição, genética e melhoramento animal, estatística e técnicas de manejo geral, contribuindo fortemente para o desenvolvimento agrícola. O médico veterinário não é apenas necessário em controles de zoonoses, cabendo a ele também intervenção nos processos produtivos e de maelhoramento animal. O melhoramento animal tem por finalidade aperfeiçoar a produção dos animais que apresentam interesse para o Homem. Sabe-se que o fenótipo de um indivíduo nada mais é que o produto da interacção genótipo e meio ambiente, que apesar de ter fundamentação teórica desenvolvida há muitos anos, tem recentemente, recebido grandes contribuições por parte de Médicos Veterinários, Engenheiros Zootécnicos e Genéticos, que com a necessidade de melhoria genética imposta pelo mercado, desenvolvem progressos genéticos que têm sido observados nas mais diversas espécies animais explorados comercialmente.


Medicina Veterinária e o Meio



Panthera leo em Intervenção Médica com equipa de cientistas biólogos
O médico veterinário destaca-se, ainda, na área de estudos do meio ambiente e na proteção ambiental. Neste campo, ele trabalha em conjunto com outros profissionais, entre os quais ecólogos e biólogos, com o intuito de estudar o comportamento dos animais silvestres, realizando pesquisas e tomando notas, tendo relevância sobretudo em animais mantidos em cativeiro para fins reprodutivos, assistindo em sua reprodução, na tranquilização, anestesia e nas intervenções cirúrgicas, na prescrição dos diversos tratamentos e na definição da dieta mais adequada para tais espécies.

Animais domésticos



Cirurgia Ortopédica
Animais de companhia, particularmente cães e gatos, frequentemente recebem cuidado médico avançado (próteses de quadril, cirurgias de catarata, marcapassos cardíacos, enfim, muitos procedimentos avançados que supõe-se serem aplicados somente na medicina humana). Tudo depende da disponibilidade da tecnologia e também do domínio do procedimento por parte do médico veterinário, uma vez que hoje em dia a medicina veterinária já está subdividida em diversas especialidades, assim como na medicina humana (oftalmologia, ortopedia, oncologia, endocrinologia, dermatologia, acupuntura, etc), e muitos veterinários não são mais apenas clínicos gerais, e sim especialistas em determinadas áreas.
Na área de animais de produção, como gado bovino, ovino e caprino, que não têm valor emocional muito grande por serem vistos como meros instrumentos, os tratamentos e as operações caras não são muito usadas, sendo destinados em geral apenas aos animais de grande valor económico (como os reprodutores, campeões, etc).
Os cientistas que trabalham na área de medicina veterinária são muito importantes em pesquisa farmacológica, química e biológica.


 Áreas de actuação do Médico Veterinário



  • 1. Exercício da Profissão de Médico Veterinário em Regime Liberal;
  • 2. Tratamento das enfermidades e dos traumatismos que afectam os animais;
  • 4. Indústrias Farmacêuticas;
  • 5. Laboratórios de Análises;
  • 6. Saúde Pública;
  • 7. Inspecção e Segurança Alimentar;
  • 8. Organismos do Ministérios da Agricultura e Saúde e Direcções Regionais;
  • 9. Indústrias Alimentares de Produtos de Origem Animal;
  • 10. Indústrias de Alimentos Compostos para Animais;
  • 11. Administração Autárquica;
  • 12. Pesquisa em diversos campos da saúde, Humana e Veterinária.

Especializações Médico-Veterinárias

O título de especialização para os médicos veterinários depende a realização de cursos especializados, dos quais os principais são:
Especialidades e área de actuação
  • Acupuntura Médico-Veterinária
  • Anestesiologia Médico-Veterinária
  • Bem-Estar e Comportamento Animal
  • Clínica e Técnica Cirúrgica
  • Clínica Médica de Grandes Animais - Ruminantes, Eqüídeos e Suínos
  • Clínica Médica de Pequenos Animais - Cardiologia, Dermatologia, Odontologia, Oftalmologia, Ortopedia e Traumatologia
  • Ecologia e Gestão Ambiental
  • Farmacologia e Terapêutica Médico-Veterinária
  • Fisiologia e Endocrinologia Médico-Veterinária
  • Hematologia Médico-Veterinária
  • Homeopatia Médico-Veterinária
  • Inspecção Higienica, Sanitária e Tecnológica de Produtos de Origem Animal - Carnes e Derivados, Leite e Derivados, Pescado e Derivados, Ovos e Derivados, Mel e Derivados, Controle físico-químico e Microbiológico de Produtos de Origem Animal
  • Medicina e Produção de Animais Aquáticos
  • Medicina e Produção de Animais de Laboratórios
  • Medicina e Produção de Animais Silvestres
  • Medicina Veterinária Intensiva
  • Medicina Veterinária Legal
  • Medicina Veterinária Preventiva - Saúde Pública, Epidemiologia, Zoonoses e Planejamento em Saúde Animal, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Vigilância Sanitária
  • Microbiologia Médico-Veterinária - Virologia, Bacteriologia e Micoologia
  • Morfologia Médico-Veterinária - Anatomia, Histologia, Citologia e Embriologia
  • Odontologia Médico-Veterinária
  • Oncologia Médico-Veterinária
  • Parasitologia Médico-Veterinária
  • Patologia Clínica Veterinária
  • Patologia Médico-Veterinária - Anatomia Patológica, Histopatologia e Ornitopatologia
  • Radiologia e Diagnóstico por Imagem Médico-Veterinária - Ultra-sonografia, Ressonância Magnética, Tomografia e Videolaparoscopia
  • Reprodução Animal (também chamada de Teriogenologia) - Andrologia, Tecnologia do Sêmen e Inseminação Artificial, Ginecologia e Obstetrícia Médico-Veterinária, Produção “in vitro” de Embriões, Transferência de Embriões, Clonagem Animal, Transgênese Animal, Fisiologia e Manejo Reprodutivo
  • Toxicologia Médico-Veterinária


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_veterin%C3%A1ria